segunda-feira, 1 de setembro de 2014

11 DICAS PARA ACELERAR O METABOLISMO



Saiba quais alimentos e hábitos podem ajudar no processamento das calorias
Por Especialista - publicado em 14/03/2012

Escrito por: Daniela Hueb

O metabolismo nada mais é do que a forma como nosso organismo processa as calorias que ingerimos. Enquanto se é jovem, o metabolismo é rápido. Por isso, na adolescência, muitos comem sem parar e continuam magros, mesmo depois de um pacote inteiro de bolacha recheada, por exemplo.
Depois dos 30, entretanto, a coisa pega. Principalmente nas mulheres, cujo organismo tem mais tecido gorduroso e esse é o grande problema: as células de gordura queimam menos caloria que as de músculo, a conhecida massa magra. Para não deixar o metabolismo ficar lerdo, as dicas são muitas, da alimentação à prática de exercícios. Vamos lá?
Alimentos que aceleram o metabolismo
Conhecidos como termogênicos, uma vez que são capazes de aumentar a temperatura corporal e acelerar a queima de gordura, eles ajudam no controle do peso e no emagrecimento. Então, tenha sempre à mesa:
1. Pimenta vermelha: bastam três gramas ao dia como tempero de pratos quentes e saladas pra aumentar o metabolismo em até 15%. Mas tem que ser a vermelha, pimenta-do-reino não tem esse efeito, certo?
2. Chá verde: também favorece a utilização da gordura corporal e atua como fonte de energia, com função de estímulo metabólico. É preciso beber quatro xícaras do chá ao dia. Só não vale adoçar com açúcar: tome puro ou use algumas gotas de adoçante.
3. Canela: tem alto teor de cálcio, essencial para aumentar o metabolismo basal. Salpique um pouco em pratos quentes, molhos e até saladas. Também vale colocar na sobremesa, mas não pode exagerar nos doces.
Depois do café da manhã, almoço e jantar, coma frutas e faça lanches rápidos e leves.
4. Gengibre: pode aumentar o gasto calórico em mais de 10%. Para consumir, use-o como tempero de carnes, aves e peixes. Vale colocar na sopa de legumes e no chá.
5. Ômega 3: encontrada em peixes como salmão, sardinha e atum, essa substância aumenta o metabolismo basal e faz com que o organismo não retenha tanto líquido. Opte por colocar uma porção de alguns desses citados no prato principal da sua refeição. Também vale fazer um lanche natural de atum ou usá-lo como mais um ingrediente da salda à noite.
6. Fibras naturais: por serem indigeríveis, elas mantêm a saciedade por mais tempo, agindo no metabolismo basal. No intestino, melhoram a microflora intestinal. Além disso, são fundamentais para uma ótima absorção de nutrientes, que também ativarão o metabolismo.
Hábitos que aceleram o metabolismo
1. Não ficar grandes intervalos sem comer: depois do café da manhã, almoço e jantar, coma frutas e faça lanches rápidos e leves. Sucos naturais, barrinhas de cereais e frutas são as melhores opções. Desse jeito, o metabolismo fica ativo durante o dia todo.
2. Combinar exercícios aeróbicos com ginástica localizada ou musculação: a prática regular produz uma ação metabólica contínua, acelerando o metabolismo. Ganhar massa magra (músculos) também é ótimo, já que esta gasta mais energia que o tecido de gordura.
Saiba mais
3. Beber muita água: ela é fundamental para transportar vitaminas, minerais e hormônios, para eliminar toxinas e para o bom funcionamento dos intestinos. Beba de oito a 10 copos de água por dia, pelo menos. A água gelada acelera um pouco mais o metabolismo, já que nosso corpo trabalha (ou seja, queima energia) para deixá-la na temperatura normal.
O que retarda o metabolismo?
1. Estresse: ele diminui o seu metabolismo por colocar o seu organismo em estado de tensão. Além disso, muitas pessoas tendem a comer mais quando estão estressadas.
2. Falta de sono: isso faz com que você não acorde com a energia necessária para mais um dia, os músculos do corpo não estarão a 100% e o seu sistema metabólico ficará ressentido.
Se você cumpre tudo isso certinho e, mesmo assim, não vê resultado, marque uma consulta médica. Às vezes, algum padrão rotineiro pode estar atrapalhando todo o processo.

Postado por Alberto(CABB)

sexta-feira, 15 de agosto de 2014

SEIS HABITOS PARA EVITAR A ENXAQUECA



Evite seis hábitos para prevenir a enxaqueca
As causas são genéticas, mas os sintomas podem ser desencadeados pelo estilo de vida
Revisado em 21/10/2010 por Andressa Basilio
Segundo a Sociedade Brasileira de Cefaleia (SBC), cerca de 30 milhões de brasileiros sofrem de enxaqueca e, dentre esses, 75% são mulheres. "Muitas podem ser as causas da enxaqueca, desde problemas tensionais, normalmente associados ao estresse, até resultantes de tumores, aneurismas, medicamentos fortes e até ressaca", ensina a especialista.

Quem sofre com a dor insuportável sabe o quanto é difícil ficar simplesmente esperando que ela passe. Mas, para além dos vários tratamentos para o problema, existem alguns hábitos que quem quer se livrar de vez da enxaqueca, deve abandonar. Confira a lista abaixo:
Abuso de analgésicos
Quem abusa de analgésicos para se livrar da dor, ou seja, toma mais de um comprimido por semana corre o risco de alimentar a própria dor. "O analgésico bloqueia todos os mecanismos de defesa natural para combate da dor de cabeça. O uso prolongado e indiscriminado desse tipo de medicamento faz com que o corpo fique dependente do medicamento", explica a neurologista Claudia Klein, especialista do Minha Vida.

Em outras palavras, o organismo fica viciado a tal ponto que passa a "produzir" a dor para que o analgésico precise agir. Além disso, o analgésico também impede a produção de serotonina, hormônio neurotransmissor responsável pela sensação de bem-estar e relaxamento, agravando a dor depois de certo tempo. "Muitas pessoas costumam tomar o analgésico ao menor sinal de dor e, assim, esquecem de tratar o problema. É preciso buscar tratamentos reais com medicação indicada o médico especialista", aconselha Claudia Klein.  
Má alimentação
De acordo com a neurologista, alguns alimentos devem ser evitados por quem sofre de enxaqueca, como, por exemplo, o aspartame, condimentados, leite e derivados, alimentos cítricos, chocolate e café. "Esses alimentos contêm substâncias que interagem com a bioquímica cerebral do organismo, alterando a ação de determinadas enzimas e diminuindo a quantidade de serotonina, hormônio ligado à enxaqueca", explica Claudia Klein. Além disso, a especialista afirma que pior do que o consumo desses alimentos, é ficar em jejum por tempo prolongado - mais de 4 horas sem comer - ou ter uma alimentação baseada em frituras e doces, por isso, ter um cardápio equilibrado e controlado é uma ótima medida preventiva.  
Ser sedentário
Um dos grandes males da população, o sedentarismo afeta em muitos aspectos a qualidade de vida. Além de contribuir para o surgimento de obesidade, hipertensão, diabetes e problemas cardíacos, o sedentarismo é uma porta aberta para a enxaqueca.

Uma pesquisa conduzida na Suécia demonstrou que pessoas que se envolvem em um programa de atividades aeróbicas apresentam queda significativa na frequência e intensidade das dores de cabeça crônicas e enxaqueca. O programa de treinamento aplicado na pesquisa consistia em treino de 40 minutos de bicicleta ergométrica praticada três vezes por semana.

"A pessoa que sofre de enxaqueca já tem uma produção baixa de serotonina, e os exercícios físicos estimulam a produção desse hormônio. Se a pessoa não fizer nenhum tipo de atividade que compense essa baixa, vai ser difícil reverter o quadro", explica a neurologista Claudia Klein. 
Se render ao estresse
Tudo o que gera estresse e desequilíbrio para o organismo pode agravar a enxaqueca de quem já tem predisposição. Trabalho em excesso, ficar sem comer por muito tempo, nervosismo, insônia ou dormir pouco, chateação e outros problemas emocionais podem ser uma porta aberta para a dor incômoda. Quem sofre com os dramas do estresse, deve procurar tratamento. Buscar métodos, como massagem e acupuntura, e dar mais valor ao momentos de lazer e relaxamento são atitudes importantes. "A acupuntura é bem eficiente, pois provoca micro estímulos que ajudam o corpo a recuperar o equilíbrio de forma natural", garante a neurologista Claudia Klein. 
 Postado por Alberto(CABB)     

segunda-feira, 4 de agosto de 2014

AVEIA UM BOM NUTRIENTE



Benefícios da Aveia
Você tem o hábito de comer a aveia? Se a resposta for negativa, você vai repensá-la depois de conhecer os diversos benefícios do cereal para a nossa saúde. Durante muito tempo, a Avena sativafoi vista como vilã, por contribuir para o ganho de peso. Porém, estudos realizados nas últimas décadas desmistificaram o consumo da aveia. Além de conter nutrientes essenciais para o nosso organismo, ela também é rica em fibras do tipo solúvel e substâncias antioxidantes. Por isso, o cereal integral pode prevenir doenças, combater a obesidade e acabar com a prisão de ventre.
Aveia emagrece e protege o organismo
Nutrientes da Aveia
Os nutrientes encontrados na aveia são os principais responsáveis por esses efeitos positivos. Ela é rica em ferro, zinco, carboidratos, vitaminas e proteínas. As substâncias antioxidantes não são categorizadas como nutrientes, mas também compõem a aveia. Os flavonoides protegem o corpo contra o câncer, têm função vasodilatadora e combate os radicais livres. Dessa forma, quem come aveia com regularidade incorpora diversos nutrientes e ainda melhora as funções do organismo.
O Segredo das Beta-glucanas
A aveia tem alto teor de beta-glucanas, ou fibra solúveis. Em nosso organismo, elas se juntam com a água, formando um quelante natural. Assim, elas se “colam” às substâncias tóxicas, como moléculas de gordura ou açúcar, e as transportam para fora do corpo ao final do processo de digestão. Assim, essas fibras auxiliam na redução do colesterol e da glicemia, além de contribuírem para a perda de peso.
Como Comer a Aveia
Outra ótima notícia é o fato da aveia ser naturalmente integral. Durante seu processamento, quase nada é retirado e, assim, o cereal mantém quase todos os seus princípios ativos intactos. Para aproveitar todos os benefícios mencionados acima, os especialistas recomendas a ingestão de até 3 colheres (sopa) do cereal ao longo do dia. A aveia pode ser usada no preparo de sucos, vitaminas, bolos, pães e outras receitas. O importante é consumi-la sempre.

Postado por Alberto(CABB)

quinta-feira, 24 de julho de 2014

HERPES ZOSTER



Herpes Zoster
Definição
        Herpes Zoster é uma infecção de uma parte do sistema nervoso (ganglios da raiz dorsal) causada pelo Vírus Varicela-Zoster (VZV). O herpes zoster resulta da reactivação do VZV que permanece latente no organismo desde que houve a infecção primária, que deu origem à varicela.
        Manifesta-se através do aparecimento de lesões nas áreas cutâneas inervadas pelo nervo
infectado pelo vírus.
Agente infeccioso
          O agente infeccioso é o vírus varicela-zoster (VZV) que é um vírus de DNA altamente contagioso.
           Este vírus provoca duas entidades clínicas distintas: a varicela ou catapora e o herpes zoster.
           A varicela é uma infecção omnipresente e extremamente contegiosa, é geralmente uma doença benigna na infância, caracterizada por erupção exantematosa vesiculosa.
Com a reactivação do VZV latente, o herpes zoster manifesta-se na forma de erupção vesiculosa nos dermátomos, geralmente associada a dor intensa.
           O VZV é um membro da família dos herpes vírus, que compartilha características estruturais com outros membros, como o invólucro de lipídeos circundando um nucleocapsídeo com simetria isocaédrica, diametro total de aproximadamente 150 a 200 nm e ADN bica de localização central, com peso molecular de aproximadamente 80 milhões.
Etiologia
        Há quase 100 anos foi reconhecida a existência duma associação clínica entre a varicela ou catapora e o herpes zoster. No início do século XX, foram demonstradas semelhanças nas características histopatológicas das lesões cutâneas produzidas pela varicela e o herpes zoster. Os vírus isolados de pacientes com catapora e herpes-zoster produziram alterações semelhantes em cultura de tecido - especificamente, o aparecimento de inclusões intranucleares eosinofílicas e células gigantes multinucleadas. estes resultados sugeriram que os vírus eram biologicamente semelhantes. As análises do ADN viral por endonuclease de restrição no paciente com varicela  que subsequentemente desenvolveu herpes zoster demonstrou a identidade molecular dos 2 vírus responsáveis por estas diferentes manifestações clínicas.
Patogénese e Anatomia Patológica
Infecção primária
            Esta infecção leva ao aparecimento da varicela
Infecção recorrente
        O mecanismo de reactivação que resulta em herpes zoster permanece desconhecido. Presume-se que o vírus afecte os ganglios da raiz dorsal durante a varicela, onde permanece latente  até que seja reactivado. O exame histopatológico de gânglios representativos da raiz dorsal durante o herpes zoster activo revela hemorragia, edema e infiltração linfocítica.
        A replicação activa do VZV em outros órgãos, como o pulmão ou o cérebro, pode ocorrer durante a varicela ou o herpes zoster, porém é incomum no hospedeiro imunocompetente. O comprometimento pulmonar caracteriza-se por pneumonite intersticial, formação de células gigantes multinucleadas, inclusões intranucleares e hemorragia pulmonar. A infecção do sistema nervoso central (SNC) está associada a evidências histopatológicas de formação de bainha perivascular semelhante àquela observada no sarampo e outras encefalites víricas. A necrose hemorrágica focal do cérebro, que é característica da encefalite pelo herpesvírus-simples, é rara na infecção causada pelo VZV.
Manifestações Clínicas
    O herpes-zoster caracteriza-se por uma erupção vesiculosa unilateral num dermátomo (isto acontece porque a erupção aparece numa área da pele que é suprida por um nervo particular), quase sempre associada a dor intensa.
        Os dermátomos de T3 a L3 são frequentemente afectados. o dermátomo de um nermo craniano mais frequentemente envolvido é o ramo oftálmico do nervo trigémeo, ocorrendo o zoster oftálmico.
A dor desde o ínicio até à resolução do processo é conhecida como dor associada ao zoster.
        O inicio da doença é anunciado por dor no dérmatomo, assim como prurido, hiperestesia e paraestesia que também afectam o dermátomo, podendo preceder as lesões em 48 a 72 horas. Nesta fase que antecede as lesões na pele, o herpes zoster pode ser mal diagnosticado, sendo confundido com a doença cardíaca, pleurisia, núcleo pulposo com hérnia ou variados distúrbios gastrointestinais ou ginecológicos.
        As lesões na pele começam por uma erupção maculopapular eritematosa que rapidamente evolui em lesões vesiculares. As vesículas são geralmente dolorosas, aliás a dor é a principal queixa dos doentes com herpes zoster.
        Geralmente aparecem alguns sintomas associados com a dor como é o caso de depressão, ansiedade e insónias devido à dor severa. Algunas doentes descrevem ainda   na área do zoster, que é devido a uma perda do tónus muscular  que pode ser causada por danos nos nervos que controlam o tónus.
        No hospedeiro normal, as lesões da pele podem permanecer em pequeno número e continuam a formar-se apenas por um período de 3 a 5 dias. Em geral, a duração total da doença é de 7 a 10 dias; contudo, pode durar até 2 a 4 semanas antes de haver normalização da pele.
        Nalguns pacientes foi observada a localização característica de dor num dermátomo com evidência sorológica de herpes zoster, na ausência de lesões cutâneas.
        O herpes zoster é mais grave no hospedeiro imunocomprometido do que no indivíduo normal. As lesões cutâneas continuam a formar-se durante uma semana, e a crosta só se torna completa após 3 semanas de evolução da doença na maioria dos casos. Os pacientes com doença de Hodgkin e linfoma não-Hodgkin correm maior risco de desenvolver zoster progressivo e a disseminação cutânea ocorre em 40% dos casos, ocorrendo nestes complicações. Todavia, mesmo em pacientes imunocomprometidos, o zoster disseminado raramente é fatal.
        A complicação mais deliberante do herpes zoster tanto no hospedeiro normal como no imunocomprometido consiste em dor associada a nevrite aguda e nevralgia pós-herpética. As alterações de sensibilidade no dermátomo, que resultam em hipo ou hiperestesia, são comuns.
        O herpes zoster localizado pode ser acompanhado de comprometimento do SNC. Muitos pacientes sem sinais de irritação meníngia apresentam pleocitose  do LCR e níveis moderadamente elevados de proteína do LCR. A meningoencefalite sintomática caracteriza-se por cefaléia, febre, fotofobia, meningite e vómitos. Uma rara manifestação de comprometimento do SNC consiste em angiite granulomatosa com hemiplegia contralateral, que pode ser diagnosticada por arteriografia cerebral. As outras manifestações incluem mielite transversa, com ou sem paralisia motora.
    Zoster oftálmico
     Este tipo específico de herpes zoster aparece quando há comprometimento do ramo oftálmico do nervo trigémeo. As lesões espanham-se pela área da bochecha ou da testa até às palpebras superior e inferior.
      Herpes pode causar vermelhidão da conjuntiva. pode também causar pequenos arranhões na córnea. As lesões da córnea podem aumentar o risco de infecção bacteriana do olho. Zoster pode ainda causar inflamação no interior do olho e afectar o nervo óptico da retina.
    Infecções pelo VZV podem levar a vermelhidão, tumefacção, dor, sensibilidade à luz e visão manchada. Várias e graves infecções de Herpes Zoster podem estar associadas a outras alterações, incluindo glaucoma, cicatrizes dentro do olho e formação de cataratas.
    Síndrome de Ramsay Hunt
      A dor e as vesículas aparecem no canal auditivo externo, e os pacientes perdem o sentido do paladar nos dois terços anteriores sa língua, enquanto desenvolvem paralisia facial ipsolateral. Ocorre comprometimento do ganglio genial do ramo sensorial do nervo facial.
Epidemiologia
        O herpes zoster é uma doença esporádica.
        Na maioria dos pacientes, não se obtém nenhuma história de exposição recente a outros indivíduos com infecção por VZV.
        Ocorre em todas as idades, porém a sua incidência é maior (5 a 10 casos por 1000 pessoas) em indivíduos na 6ª a 8ª décadas de vida. É fora do comum em pessoas com menos de 15 anos.
        Foi sugerido que cerca de 2% dos pacientes com herpes zoster desenvolvem um segundo episódio de infecção.
        Pensa-se que o normal decréscimo da imunidade mediada por células relecionado com a idade, conta para o aumento da incidência da reactivação do VZV. Para além deste factor de risco existem outros:
            - Paciente com infecção pelo HIV
            - Paciente com doença de Hodgkin
            - Leucemia ou linfoma
            - Transplante de medula
            - Uso de medicamentos imunossupressivos e anticancerigenos
        A incidência de herpes zoster em pacientes infectados pelo vírus HIV é cerca de 15 vezes maior que em pessoas não infectadas.
        Cerca de 25% dos pacientes com doença de Hodgkin desenvolvem herpes zoster. Os pacientes com doença de Hodgkin e linfoma correm maior risco de desenvolver herpes zoster progressivo. Ocorre disseminação cutânea em ceca de 40% dos pacientes. Dentre os pacientes com disseminação cutânea, o risco de pneumonite, meningoencefalite, hepatite e outras complicações graves apresenta-se aumentado em 5 a 10%.
        Os pacientes que receberam transplante de medula óssea apresentam um risco particularmente elevado de infecção por VZV. Em 30% dos casos, ocorre infecção por VZV em 1 ano após o transplante (50% destes casos em 9 meses); 45% dos pacientes acometidos apresentam disseminação cutânea ou visceral. Nesta situação a taxa de mortalidade é de 10%. A nevralgia pós-herpética, a formação de cicatrizes e a superinfecção bacteriana são especialmente frequentes nas infecções por VZV que ocorrem nos 9 meses após o transplante. Dentre os pacientes infectados a doença enxerto-versus-hospedeiro concomitante aumenta a probabilidade de disseminação e/ou morte.
        Cerca de 20% dos pacientes com zoster desenvolvem nevralgia pós-herpética. O factor de risco mais importante é a idade; esta complicação ocorre cerca de 15 vezes mais em pacientes com mais de 50 anos. Outros factores de risco para o desenvolvimento desta complicação são o zoster oftálmico, história de dor prematura antes do aparecimento das lesões na pele e estado imunocomprometido.
Tratamento
    Tratamento do Herpes Zoster
       O tratamento do herpes zoster tem 3 objectivos principais:
                1. tratamento da infecção viral aguda;
                2. tratamento da dor aguda associada ao herpes zoster;
                3. prevenção da nevralgia pós-herpética;
          São utilizados vários tipos de medicamentos:
      - Agentes antivírais
           Os agentes antivirais tem demonstrado eficácia pela cicatrização acelerada das lesões e resolução da dor associada ao zoster. Quanto mais cedo a medicação é tomada, maior é a hipótese de impedir o vírus de causar danos nos nervos.
            A acção efectiva dos agentes antivirais na prevenção da nevralgia pós-herpética é mais controversa. Baseado em conclusões de vários estudos, a terapia com aciclovir parece produzir uma redução moderada do desenvolvimento de nevralgia pós-herpética. Outros agentes antivirais, especificamente valaciclovir e famciclovir, parecem ser pelo menos tão efectivo quanto o aciclovir.
            Aciclovir, um protótipo de um medicamento antiviral, é um inibidor da DNA polimerase. As principais desvantagens do aciclovir administrado por via oral incluem a sua baixa utilidade comparada com outros agentes e a sua frequência de dosagem (5 vezes por dia). A posologia do aciclovir oral é de 800 mg/dia durante 7 a 10 dias.
            Os hospedeiros imunocomprometidos com herpes zoster devem ser tratados com aciclovir por via intravenosa, que reduz a ocorrência de complicações viscerais, mas que não exerce nenhum efeito sobre a cicatrização das lesões cutâneas ou o alívio da dor. A dose é de 10 a 12,5 mg/kg a cada 8 horas durante 7 dias. Estas recomendações de tratamento aplicam-se a pacientes imunocomprometidos com herpes -zoster disseminado. O tratamento com aciclovir por via oral não é recomendado para o controle das infecções por VZV em pacientes imunocomprometidos. Juntamente com a administração de aciclovir intravenoso, é conveniente tentar suspender o tratamento imunossupressor nestes pacientes.
            Valaciclovir, a pró-droga do aciclovir, acelera a cicatrização e a resolução da dor associada ao zoster mais rapidamente do que o aciclovir. A dose é de 1 g por via oral, 3 vezes ao dis durante 7 a 10 dias.
            Fanciclovir, a pró-droga do penciclovir, é pelo menos tão efectivo quanto o aciclovir ou talvez mais. Um estudo recente demonstrou uma resolução duas vezes mais rápida da nevralgia pós-herpética em pacientes com zoster tratados com fanciclovir em comparação com pacientes aos quais foi administrado placebo. A dose é de 500 mg por via oral, 3 vezes ao dia durante 7 a 10 dias.
            Ambos os fármacos oferecem a vantagem de uma menor frequência de doses.
        - Corticoesteróides
           Corticosteróides administrados oralmente são normalmente utilizados no tratamento do herpes zoster.
            Prednisona utilizado em conjunto com aciclovir mostrou que reduz a intensidade e duração da dor associada ao herpes zoster. A dose oral de prednisona foi de 60 mg/dia nos dias 1 a 7, 30 mg/dia nos dias 15 a 21.
        - Analgésicos
           Pacientes com dor leve ou moderada podem responder a analgésicos. Pacientes com dor mais severa podem necessitar da adição de medicamentos narcóticos.
            Loções contendo calamina podem ser utilizadas nas lesões abertas para reduzir a dor e o prurido. Quando as lesões ganham crosta, capsaicin creme pode ser aplicado. Licocaina e bloqueadores nervosos têm também um efeito efectivo na redução da dor.
        - Narcóticos
           Tais como a morfina, hidromorfina ou metadona.
            Podem fornecer um bom alívio da dor sem efeitos colaterais em muitos pacientes. Na maior parte dos casos, não deve haver preocupação com o desenvolvimento de vício quando estas drogas são utilizadas para tratar a dor severa.
        - Anti-depressivos triciclícos
           Tais como a anitriptilina e nortriptilina.
            Um estudo mostrou que a administração de anti-depresivos tricíclicos durante as primeiras fases do zoster pode ajudar a reduzir a dor e ajudar a reduzir a hipótise de desenvolver dor crónica da nevralgia pós-herpética.
       Tratamento da nevralgia pós-herpética
       Não existem tratamentos que revertam os danos causados pelo zoster, apenas existem tratamento para aliviar a dor associada à nevralgia pós-herpética. Alguns tratamentos resultam melhor num pacientes que noutros, e alguns causam efeitos colaterais em alguns pacientes mas nenhuns noutros. No tratamento podem ser utilizados:
        - Agentes tópicos (licocaina  e capsaicin creme)
        - Anti-depressivos tricíclicos (amitriptilina, nortriptilina, imipramina ou desipramina)
        - Anti-convulsivos
        - Opióides
        - Terapias não medicamentosas
Complicações
        Podem ocorrer complicações da infecção pelo VZV, tais como:
            - Infecção secundária nas vesículas formadas
            - Ulceração córnea (no caso do zoster oftálmico)
            - Nevralgia pós-herpética
            A nevralgia pós-herpética é a complicação mais comum e manifesta-se por uma dor crónica, que persiste por meses ou anos nos nervos sensitivos, onde estavam as bolhas. Os pacientes que desenvolvem nevralgia pós-herpética (PHN) dizem que a dor é menos severa que a dor associada ao herpes zoster, mas que mesmo assim é intensa. Mesmo o toque da roupa, os movimentos na cama ou o vento podem despoletar a dor.  O diagnóstico da nevralgia pós-herpética é fácil, pois os pacientes que apresentam dor crónica após o desaparecimento das lesões têm PHN. A zona de dor pode ser maior ou  menor que a zona afectada pelo herpes zoster.

 Postado por Alberto(CABB)