Conheça dez sinais de alerta para a baixa
imunidade
Descubra os sintomas mais comuns que indicam um sistema de defesa
deficiente
POR LETÍCIA GONÇALVES - ATUALIZADO EM 19/06/2013
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Unhas fracas, queda de cabelo,
cansaço, problemas de pele... Se você apresenta um ou mais desses problemas,
deve imaginar que está com a imunidade baixa, certo? Na verdade, não é tão
simples assim. Sinais como esses podem ser muito vagos, já que podem significar
uma infinidade de complicações, doenças e até fatores genéticos, que pouco têm
a ver com uma imunodeficiência.
A médica imunologista Elisabete Blanc, do Hospital Universitário Clementino
Fraga Filho, da UFRJ, conta que a baixa imunidade pode ser de causa primária, ou seja, quando a
pessoa já nasce predisposta pela genética. "Por outro lado, pessoas que
são saudáveis, em um dado momento da vida, podem se expor a situações que levem
à dificuldade do organismo em manter um equilíbrio imunológico", completa.
Exemplos dessas situações vão desde maus hábitos a tipos específicos de
tratamentos: uso de medicamentos que suprimem a imunidade, exposição à
radiação, quimioterapia, má alimentação, uso de drogas, consumo de álcool,
excesso de exercício físico, estresse prolongado, doenças que levam a uma
grande perda de proteínas - substâncias que são "a matéria prima dosanticorpos",
como explica Elisabete -, doenças crônicas, deficiências de vitaminas, falta de
repouso adequado, entre muitos outros fatores.
De olho nas doenças mais persistentes
Como saber, então, se você realmente está com o sistema de defesa comprometido?
De acordo com o clínico geral Fernando Manna, do Laboratorio NASA, não existe
um exame único capaz de detectar se a pessoa está com a imunidade prejudicada.
"O ideal é procurar um médico ao perceber sintomas recorrentes ou
persistentes. O exame clínico realizado pelo médico assistente, aliado à queixa
e evolução de sintomas, são orientadores na solicitação de exames",
completa.
É mais fácil, portanto, perceber que o sistema imunológico está pedindo ajuda
quando há repetições de várias complicações no organismo, que demoram a ir
embora. "A diminuição da resistência orgânica cria condições para o
desenvolvimento frequente de doenças", conta Fernando. Se a pessoa
apresentar um mesmo problema - ou mais de um - diversas vezes, deve procurar um
profissional.
A lista dos sinais alarmantes
Ainda assim, não é tão simples a detecção, uma vez que repetir demais uma
complicação não é certeza de uma queda na imunidade. Um indivíduo pode ter as
unhas fracas durante meses, por exemplo, mas isso pode ser apenas consequência
de má higiene ou falta de alguns nutrientes na alimentação.
Por isso, vale ficar mais atento aos sintomas decorrentes de doenças que são
mais comuns quando as defesas do organismo estão frágeis. Confira exemplos
dados pelo clínico geral Fernando Manna e a imunologista Elisabete Blanc:
Boca: herpes, amigdalite e estomatite
Pele: infecções recorrentes, abscessos, doenças gerais
causadas por fungos, vírus e bactérias
Ouvido: otites
Região genital: herpes
Sistema respiratório: gripes e resfriados
A percepção da imunodeficiência fica ainda mais clara com a lista da Fundação
Jeffery Modell e a Cruz Vermelha Americana, elaborada para guiar médicos e
profissionais no diagnóstico de pacientes. Elisabete explica que, ao apresentar
um ou mais desses itens abaixo, a pessoa já deve ser investigada.
Duas ou mais pneumonias no último ano
Os sintomas da infecção no pulmão
costumam ser: febre muito alta, calafrios, tosse com expectoração, falta de ar,
dor no peito, vômitos, prostração, perda de apetite e dores no corpo.
Postado por Alberto(CABB)